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Entradas recentes

O ensino da literatura portuguesa: José Saramago
Publication . Grünhagen, Sara; Silva, Paulo Nunes da; Vila Maior, Dionísio; Cardoso, Teresa Margarida Loureiro; Chenoll, Antonio
Integrada no Ciclo de Conferências sobre o Ensino da Literatura, esta sessão realizou-se no dia 27 de maio de 2026, na Delegação Regional de Coimbra da Universidade Aberta. Proferida por Sara Grünhagen (Universidade Aberta) e moderada por Paulo Nunes da Silva (Universidade Aberta), a conferência foi dedicada ao tema "O ensino da Literatura Portuguesa: José Saramago". O Ciclo é uma iniciativa do Departamento de Humanidades (DH) da Universidade Aberta e conta com o apoio do Departamento de Educação e Ensino a Distância (DEED/UAb), do Laboratório de Educação a Distância e eLearning (LE@D/UAb), do Centro de Formação de Associação de Escolas Nova Ágora e do Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra. Comissão organizadora: Sara Grünhagen (DH/Universidade Aberta e CLP/Universidade de Coimbra) Dionísio Vila Maior (DH/Universidade Aberta) Teresa Cardoso (DEED e LE@D/Universidade Aberta) António Chenoll Mora (DH e LE@D/Universidade Aberta)
Análise espacial e aplicação de grafos no entendimento dos objetos de placas de xisto da pré-história recente de Portugal
Publication . Ribeiro, Pedro Renato Reis; Figueiredo, Alexandra; Évora, Marina
Esta dissertação de mestrado em Estudos do Património incide sobre um fenómeno marcante da pré-história do sudoeste da Península Ibérica: as placas de xisto gravadas. Propõese uma análise inovadora dos dados do registo arqueológico, integrando o tratamento em Sistemas de Informação Geográfica (SIG) com a Teoria dos Grafos. Esta abordagem beneficia dos avanços tecnológicos impulsionados pela era digital e pela análise de sistemas de relacionamentos complexos. O fenómeno das placas de xisto gravadas, atribuído ao período entre o Neolítico Final e a Idade do Cobre, atuou como um polo de difusão e possivelmente de partilha cultural entre comunidades. Através de objetos com características morfológicas e simbólicas similares, estas comunidades estabeleceram redes de interação num vasto território, superando as dificuldades de circulação da época. A convergência entre os atributos intrínsecos de cada placa e os dados espaciais dos locais de achado permite compreender a extensão deste fenómeno e as motivações da sua utilização. O estudo aqui elaborado explora o potencial de tecnologias emergentes, sobretudo a utilização das bases de dados de Grafos na investigação arqueológica e patrimonial, procurando abrir novos caminhos metodológicos para o estudo do património português. Esta investigação não tem a ambição de apresentar uma nova interpretação ou uma reinterpretação explicativa do seu significado e funções acerca do fenómeno que são as placas de xisto gravadas encontradas e registadas em território português. Procura alargar o conhecimento sobre as placas e apontar pistas para futuras investigações.
Políticas de língua e planejamento linguístico no Brasil e o novo ciclo imigratório em um Município do Rio Grande do Sul
Publication . Dutra, Daniel de Souza; Silva, Mário Filipe da
O Brasil recebe anualmente um grande contingente de imigrantes, com os maiores fluxos vindos de países da América do Sul e das Antilhas. Muitos dos recém-chegados não falam a língua portuguesa, e suas capacidades linguísticas estão a alterar o ambiente linguístico de muitas regiões com a inserção de idiomas como o espanhol, o francês e o crioulo haitiano. Com o objetivo de verificar as políticas de língua e planejamento linguístico voltados para os imigrantes no município de Encantado, no estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, realizamos uma análise quali-quantitativa contendo dados coletados através de inquéritos realizados com docentes e imigrantes; buscamos na literatura informações sobre as políticas de língua desenvolvidas no Brasil e na área delimitada e cruzamos os dados com a literatura, suportados pelo modelo analítico histórico-estrutural. Nossos resultados mostraram que embora a pluralidade linguística no município seja evidente, as ações voltadas para a gestão linguística são recentes e ainda não incluíram os novos imigrantes: os esforços voltados para essa parcela da população estão limitados ao alunado estrangeiro, que é atendido por administrações escolares que agem com independência e sem apoio voltado para o problema. Concluímos que a língua portuguesa é a língua dominante e divide status com o italiano e com o dialeto talian, que embora possuam valor cultural dentro do município, não são línguas de uso; por outro lado, as línguas dos novos imigrantes não possuem status mas são amplamente utilizadas no cotidiano. Também concluímos que o ensino da língua portuguesa como língua não materna ou como língua de acolhimento carece de materiais didáticos e de profissionais habilitados; o ensino está ainda limitado aos imigrantes em idade escolar, enquanto a parcela de imigrantes trabalhadores permanece excluída das redes de ensino, sendo forçada a encontrar soluções de forma independente para resolver os seus problemas linguísticos.
Políticas educativas e curriculares na integração de alunos brasileiros em Portugal
Publication . Ferreira, Maria das Dores Picão; Almeida, Ana Patrícia
A conjuntura política, económica e social de vários países tem provocado o aumento dos fluxos migratórios na última década. Portugal, a par de outros países da União Europeia, tem registado um grande número de imigrantes, com particular incidência para a cidadania brasileira. Este aumento populacional tem efeitos nas escolas portuguesas que, num curto espaço temporal, se deparam com uma maior e mais heterogénea multiculturalidade, o que suscita preocupações na integração desses alunos. Neste contexto, este estudo procura analisar e descrever as políticas subjacentes à integração de migrantes nas escolas portuguesas, bem como os efeitos dos fluxos migratórios na sociedade. Atendendo a que a população brasileira é a maior nacionalidade presente nas salas de aula, pretende-se fazer uma comparação entre os currículos português e brasileiro para o ensino da matemática e de português, do 1.º ao 4.º ano. O estudo é de natureza qualitativa e envolve a análise de um corpus documental diversificado, que procura abranger diferentes aspetos relacionados com o problema em estudo, constituído por: a) legislação; b) relatórios institucionais e técnicos; c) teses e dissertações; d) conferências e colóquios; e) notícias; f) documentos curriculares de Portugal e do Brasil. A análise efetuada permitiu, primeiramente, verificar um aumento significativo das publicações envolvendo migrantes, nos últimos anos, principalmente ao nível da legislação e das notícias, acompanhando de alguma forma o aumento do fluxo migratório no nosso país. No que respeita aos processos de equivalência, a análise empreendida com este estudo permitiu identificar constrangimentos na forma como estes processos de equivalência são geridos e aplicados, bem como diferenças curriculares em matemática, nomeadamente relacionadas com a antecipação de conceitos no currículo português. Estas diferenças curriculares podem estar na origem de maiores dificuldades na aprendizagem dos alunos, na medida em que a repetição ou omissão de conteúdos pode condicionar o seu desempenho e/ou motivação.
Subversão feminista e “Coautoria Algorítmica” na prática artística com GenAI: Ivona Tau, Stephanie Dinkins e o artefacto autoral in/visibilidades no feminino 3.0
Publication . Palma, Celia; Carvalho, Isabel Cristina; Tavares, Mirian
O artigo propõe uma reflexão crítica sobre a convergência entre arte, tecnologia e género, com foco na análise de práticas artísticas feministas que recorrem à Inteligência Artificial Generativa (GenAI) como instrumento de subversão estética, simbólica e política. A investigação discute as transformações introduzidas pelas linguagens visuais emergentes e o seu impacto disruptivo na desconstrução de narrativas hegemónicas, a partir das obras de Ivona Tau e Stephanie Dinkins, analisando a aplicação da GenAI na ressignificação dos territórios do corpo, da memória e das subjetividades femininas. Enquanto Ivona Tau recorre a redes neurais artificiais e codificação para manipular imagens fotográficas e evocar memórias poéticas que desafiam os padrões normativos estéticos, Stephanie Dinkins integra a GenAI como agente de crítica social, desenvolvendo entidades artificiais alinhadas com comunidades racializadas e promovendo representações inclusivas. Em diálogo com estas referências, apresenta-se o estudo de caso autoral in/visibilidades no feminino 3.0, um artefacto experimental que mobiliza a GenAI como técnica de recomposição simbólica, articulada a processos de mediação cultural crítica e imagética etnográfica. A prática evidencia o potencial da GenAI enquanto ferramenta de “coautoria algorítmica”, colaborativa e simbólica, desafiando os modelos tradicionais de autoria. Ancorada na perspetiva pós-humanista de Donna Haraway (2016, 2022), a proposta valoriza a interação crítica entre humanos, máquinas e organismos como estratégia de cocriação e insurgência estética.